Força é com os triciclos – Jornal A Cidade

Os triciclos são uma história à parte no motociclismo, pela sua própria origem: híbridos, eles podem utilizar tanto carrocerias próprias como serem adaptados de chassis de carros. No Brasil, os alvos mais comuns eram o Fusca e a Brasília.

No 2º RP Moto Festival, o representante dessa categoria de veículo é o motoclube Trikers. De acordo com o site Trikers (www.trikers.com.br), nos Estados Unidos, existe ainda à venda um kit que transforma uma moto de alta cilindrada em um triciclo, através da inclusão de um eixo traseiro e carenagem para o passageiro.

A maior parte dos triciclos existentes no Brasil e no mundo têm o formato delta (duas rodas atrás e uma na frente). No entanto, também podem ser encontrados veículos com duas rodas na parte dianteira e uma atrás, como é o caso do Spyder da CanAm.

Potentes

Além do formato, a principal característica dos triciclos é a utilização de motores potentes, geralmente “importados” de automóveis.

Os mais comuns são os 1.6, refrigerados a ar. No entanto, dezenas de fabricantes já utilizam configurações 2.0, como as utilizadas no Focus Duratec, Astra ou Golf.

Com peso que fica entre os 700 kg e 800 kg, a velocidade final dessas máquinas alcança os 200 km/h.

Pela sua origem mista, esses veículos são identificados em uma categoria própria. Na documentação brasileira são identificados como triciclos, mesmo que tenham a estrutura de um carro 2.0. Para dirigi-los, entretanto, é necessária a carta do tipo A (motociclista) e a sua condução deve ser feita sempre com capacete.
Curiosidades

• No Brasil, os triciclos começaram a se popularizar a partir do final da década de 1970 com o modelo Renha, que teve como garotos-propaganda caras como o rei Roberto Carlos. O modelo usava motor 1.600 VW, refrigerado a ar e já batia nos 150 km/h.

• Uma das principais características dos trikers, inclusive brasileiros, é a profusão de penduricalhos no triciclo (caveiras, broches, bonecos etc.). Isso parte de um estilo chamado Rat Bike.

• Grandes empresas, como a Mercedes, também estão entrando no mercado dos triciclos. A gigante alemã lançou o F-300 Life-Jet, uma máquina futurista com a carroceria de alumínio, motor de 102 cv e que chega aos 211 km/h de velocidade máxima. Também tem suspensão inteligente, ou seja, adapta o veículo às condições do solo. O T-Rex, da Campagna, usa fibra de carbono e custa US$ 40 mil (cerca de R$ 80 mil).

• No Brasil, os preços dos triciclos fabricados no próprio país também são altos: os valores ficam entre R$ 75 mil e R$ 95 mil, entre os modelos básicos e top.

 

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