Nas motos esportivas o mais importante é a velocidade – Jornal A Cidade

Se as custom são a encarnação do espírito de liberdade que o motociclismo traz consigo, as esportivas, o outro lado desse espírito: a velocidade. Se nas primeiras, o mais importante é o conforto, nestas o que vale mesmo é chegar mais rápido do ponto A ao ponto B.

Por isso, fatores como potência, torque, baixo peso e aerodinâmica devem trabalhar em conjunto para proporcionar ao piloto a segurança necessária acelerar muito. Em algumas, como as icônicas Suzuki Hayabusa, Kawasaki Ninja ZX14R ou a BMW S1000RR, a velocidade final é superior a 300 km/h.

O domínio dessas superesportivas pode estar no fim, com a chegada da Ducati Panigale que, para muitos, foi o mais próximo que o fabricante italiano já chegou em termos de perfeição em motocicletas. A principal característica é a ausência de quadro.

No encontro da semana que vem, o pessoal do Two Wings são os embaixadores das esportivas e superesportivas.
Velocidade pura

As esportivas e superesportivas são, sobretudo, motos de alto desempenho. Para isso, usam motores acima dos 600 cm³, discos duplos de freios, quadros de materiais leves, guidão bipartido e carenagem, para reduzir o atrito com o ar.
Uma das suas características é a posição de pilotagem do motociclista, que conduz quase deitado sobre o tanque.

Por isso, esse tipo de moto pode produzir algum desconforto quando pilotada por muito tempo. Mas a emoção compensa.
Curiosidades

• O recorde mundial de velocidade em terra em uma motocicleta é de 2011 e pertence ao americano Rocky Orbinson. No deserto de Boneville, ele alcançou a absurda velocidade de 605 km/h em uma moto que utilizou dois motores Suzuki.

• Por falar em Suzuki, a Hayabusa foi a primeira moto de produção a quebrar a barreira dos 300 km/h. O nome vem de um falcão peregrino que habita a costa japonesa e que é um dos poucos animais a passar dos 300 km/h.

• Este ano, a Kawasaki afirmou ter roubado o título de moto mais rápida do mundo da Suzuki. Os japoneses das motos verdes afirmam que a Ninja ZX14R ultrapassou a Hayabusa em velocidae final.

• Para reverenciar um mito das pistas, um grupo de engenheiros italianos recentemente reconstruiu a MV Agusta GP 500 tre cilindri (três cilindros, em italiano), a moto que mais vezes venceu provas de motovelocidade na década de 1960. A sua velocidade final era de 260 km/h, número que ainda hoje é bastante respeitável.

 

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